Pages

Friday, April 01, 2016

Bienal

De acordo com o nome do evento, este ano deve ocorrer novamente a Bienal do Livro em São Paulo.

Estou considerando desde já se vou ou não. A julgar pela última edição, que foi um pouco decepcionante, as chances é que eu acabe não indo.

Tenho vários motivos para pensar assim. O primeiro é que uma das supostas vantagens da Bienal seriam os preços. Como já ocorreu no passado, em que íamos à Bienal e voltávamos carregados de livros (o paraíso dos bibliófilos). Isso não foi verdade na última edição, quando não vi muitas promoções, e das que vi nenhuma era realmente interessante.

Outro motivo pelo qual eu iria são os livros técnicos. Tanto do ponto de vista didático quanto do ponto de vista profissional. Mas, de novo, a experiência de 2014 não foi lá muito positiva. Eu esperava encontrar promoções para professores, ou no mínimo um atendimento diferenciado, ofertas de amostras, esse tipo de coisa. Não encontrei nada disso, e o fato de eu ser professor pareceu não fazer a menor diferença para os representantes das editoras.

Os livros técnicos que eu encontrei foram poucos e não muito interessantes.

Some-se a tudo isso a minha situação financeira atual, de contenção de gastos e controle de incêndios, ocorrências que não necessariamente decorreram da minha responsabilidade. Mas acho que faz parte da situação em que eu me encontro atualmente. De fato, poderia ser muito pior. Se eu aprendi alguma lição com os problemas que eu tive no passado foi o controle das minhas finanças, e mesmo com os tropeços que andei levando espero ter tudo sob controle dentro de alguns meses. Enfim, estou saindo pela tangente. Contando também que a situação econômica do Brasil não deve melhorar até o final do processo político corrente (que me dá cada vez mais nojo, aliás), duvido que na Bienal a situação esteja melhor.

É questão de esperar. Se eu ainda estiver na mesma posição que estou hoje, talvez acabe indo sozinho em algum dia que eu tenha livre, já que devo entrar de graça. E, tristemente, esse deverá ser o único motivo para ir, além da esperança de que algo lá possa me surpreender.

Thursday, March 31, 2016

Graphics!

I have a confession to make: I bought a new graphics card.

I know it doesn't sound like a big deal. Especially when you check prices for these things on international stores. But with the dolar rampant the prices in Brazil have taken a turn for the worse (as if they weren't bad enough).

I have never really had the gaming PC I would like to; I have always played in whatever graphical setting I could manage, which invariably meant low fps rates. That doesn't really make for a very enjoyable gaming experience. One of the main ways I release stress is by playing World of Warcraft. I've been on and off the game ever since its beginning, but to be honest I've really began playing it around 2008.

Although prices are high, and I'm going through the motions as I try to make ends meet, I've been putting up with so much crap recently that I decided I needed this break, so I finally (after a couple of weeks of procrastination) ordered a new card today. It's not a high-end card, nor is it a brand new model. But it's the best I dared purchase, and it's already orders of magnitude better than what I've been using recently (the integrated graphics on my core i3 machine).

At least, I'll enjoy World of Warcraft a little better. Or, at least, for the time being, since the current expansion is not all that amazing and the Alpha version of the next expansion is not giving me much hope for my hunter. But that's anoter story.

Despolarização

O grande mal que tem acometido o Brasil não é novo. É bem antigo, e sinceramente não sei até quando ele influenciará de maneira tão triste nosso cenário. Não, não é o PT. É a polarização política. Tudo se transforma em "briga de torcida", em absolutismo, em rivalidade absoluta. Não se admite que alguém seja neutro.

Isso não é novidade. Desde pelo menos a época da independência isso ocorre de maneira cruel. Na época que antecedeu o grito do ipiranga as tensões entre brasileiros e portugueses eram tão grandes que qualquer coisa (mesmo) podia causar uma comoção geral, revolta e violência por todas as partes. Brasileiros e portugueses se perseguiam mutuamente, envolvendo-se em brigas, espancamentos e tiroteios corriqueiramente, como se esses eventos nada fossem.

Hoje em dia assistimos ao mesmo. Todos "em nome do Brasil" atiram acusações de um lado para outro, num maniqueísmo virulento e nocivo. Quem é a favor do impeachment é "coxinha", e quem é contra é "petralha". Não existe outra denominação ou classificação. De ambos os lados não existe negociação, e lida-se exclusivamente em valores absolutos.

Essa polarização - que ganhou força nos governos do PT, que fizeram questão em reforçar o conceito de "luta de classes" - prejudica qualquer curso de ação que seja benéfico ao país. Estão todos tão entusiasmados com a "briga de torcida" que não enxergam que somente através da união em torno de um objetivo comum será possível vencer a crise e construir um país mais justo.

Mais ainda, quem ousa apontar as qualidades do lado adversário é prontamente repreendido, como se tivesse a obrigação de concordar com tudo sem questionar, como se apontar qualidades no adversário - ou vícios próprios - fosse algo prejudicial. É como culpar o médico que faz o exame por causar a doença. Quem aponta os erros de um lado é imediatamente marcado como pertencendo "ao outro time".

Que lógica torta é esse segundo a qual se uma pessoa reclama da corrupção no governo do PT é necessariamente conivente com os crimes cometidos pelo PSDB? A falta de investigação sobre um anula a necessidade de investigar o outro?

Minha opinião pessoal é de que é necessário investigar qualquer indício de corrupção - seja ele do PT, do PSDB ou do português da esquina - até que os responsáveis sejam encontrados e julgados. Sou a favor do impeachment, não porque quero o "meu" político na presidência, mas porque os fatos o justificam.

Diga-se de passagem, aliás, que o impeachment é um instrumento constitucional e, portanto, democrático. Utilizar esse mecanismo para demitir uma presidente que não tem exercido sua função por inépcia e que tentou mascarar seu fracasso com manobras fiscais não é golpe. E, por isso, de fato não vai ter golpe.

Por último, gostaria de deixar aqui as palavras de Obi-Wan Kenobi:

Somente o Lado Negro negocia com absolutos.

Um post por ano.

Uma postagem por ano está longe do que eu gostaria de escrever aqui. Mas a verdade é que eu nunca consegui adquirir o ritmo que eu gostaria de ter para escrever um blog. Às vezes por falta de assunto, às vezes por falta de tempo, e às vezes por falta de paciência mesmo.

A verdade é que me sinto insatisfeito por deixar este blog assim, meio zumbi, abandonado, como se não significasse nada. A verdade é que este blog tem me acompanhado há muitos anos e eu tenho dificuldade em deixar certas coisas para trás. Por isso, acabei mantendo isto aqui aberto, mesmo que o ritmo de postagens tenha sido excruciantemente baixo.

Algumas vezes já tive a ilusão de ter um blog popular, com milhares de pessoas acompanhando postagens, mas o problema é conteúdo. Tenho interesse e vontade de falar sobre várias coisas, mas nunca senti o impulso devido para criar um blog a respeito e me manter no assunto.

Gostaria que isso fosse diferente. Mas a verdade é que este é um blog pessoal, e por isso não tem tema ou conteúdo definidos. Por isso, temo que ele vá continuar sendo meio aleatório, embora eu pretenda aumentar o ritmo de postagens.

Enquanto isso, vou caçando algum tema sobre o qual valha a pena falar.

Friday, February 20, 2015

Hipocrisia? (2)

 Acho curioso como nossas opiniões e objetivos são sujeitos a mudanças.

Há não tanto tempo assim, eu dizia que jamais seguiria no caminho "padrão" do mundo acadêmico: defender o doutorado e fazer um pós-doc após o outro até conseguir passar em algum concurso para docente em alguma Universidade.

Quando terminei o doutorado, sentia-me cansado, exausto, saturado. Estava muito feliz, disso não há dúvida, mas estava cansado. Não imaginava que meu futuro estivesse no mundo acadêmico, e que seria capaz de encontrar algum outro ramo de atividade. Quando defendi, já era professor em uma universidade particular, onde não há atividades de pesquisa (pelo menos, na minha área), e já prestava atenção a concursos para outros cargos.

Hoje em dia, depois de algum tempo um pouco afastado da academia, e mais próximo do mercado de trabalho, percebo que o que eu realmente precisava era de algum tempo para amadurecer. Os últimos anos têm sido intensos, para dizer o mínimo, e agora começo a perceber que a vida acadêmica se encaixa melhor no meu perfil. Começo a repensar o que dizia tempos atrás, e noto que me faz muito bem esse "sabático". Correndo o risco de parecer hipócrita (o que, aliás, não acredito que seja o caso), estou disposto a voltar ao roteiro original.

Claro, isso tudo é apenas especulação. Há muitos fatores a considerar, e não se pode "contar com o ovo dentro da galinha".

Veremos.

Saturday, August 23, 2014

Bienal Internacional do Livro - 23/08/2014

Hoje fui à Bienal do Livro depois de sei lá quanto tempo. Sentia saudade do clima de feira, dos estandes de editoras, e outras coisas assim.

Só depois que entrei no evento é que me dei conta de que NÃO tenho saudade do monte de gente, pessoas andando em movimento browniano pelos corredores, excesso de gente, sessões de autógrafos lotadas, gritaria, etc etc etc

Enfim. Demos uma passada por lá, que honestamente parece que não durou quase nada. Quando dei por mim estávamos indo embora e ainda não tinha visto metade do que gostaria... só não sei se é porque não tinha muita coisa mesmo ou se simplesmente passamos batido. A verdade é que com a grana curta também não dá pra ficar prestando muita atenção, porque a tentação de bibliófilo bate FORTE, e aí vai chegar aquela fatura ardida do cartão no mês seguinte...

Mesmo assim, estou planejando ir de novo. Como eu tenho a credencial de "profissional do ramo", A.K.A. professor, posso entrar quantos dias quiser (embora eu desconfie que o convite também permite a entrada em vários dias - quem souber dessa informação por favor me confirme). Desta vez, por motivos profissionais - preciso dar uma olhada, com mais calma, nos estandes de editoras de livros didáticos, ver o que há de novidades, tentar garimpar alguma cortesia, das editoras, alguma edição de avaliação, manual de soluções... mas alguma coisa me diz que estou esperando demais desta Bienal.

Friday, June 14, 2013

Gritar é fácil, mas...

As grandes cidades do Brasil estão passando por um momento difícil. Ainda não vou glorificá-lo como "histórico", como os mais afoitos já fazem, porque ainda não acho que seja justificável o rótulo. Mas basta dizer que quem não viu esse momento chegando lá em 30 de Outubro de 2007 esteve meio cego nesses últimos tempos.

O que eu acho mais irônico disso tudo é que eu não duvido nada que muitos dos que agora estão "levando bala de borracha" comemoraram loucamente a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo. E, agora, convenientemente, mudaram de lado.

Pessoalmente eu sempre soube, desde o momento em que ficou claro que 2014 seria aqui, que isso era inevitável, e nunca escondi isso. Algumas pessoas me acusaram de ser "do contra", de torcer pelo pior, mas paciência. "Vocês vão ver quando estivermos perto da Copa", eu falei.

E estamos vendo, de fato; e o prisma tem muitos lados.

O Brasil é uma panela de pressão disfarçada de banho-maria. Por trás do aspecto jovial, amigável e tolerante sempre houve um conjunto de tensões internas muito violentas, basta olhar para a história do país.

A escravidão ainda é um espinho na garganta que não desapareceu, apesar da abolição 125 anos atrás. Sobrevive até hoje o racismo que supõe que quem não é caucasiano é inferior, mascarado por políticas paliativas e imediatistas que não atacam a raiz do problema.

A atitude padrão do brasileiro ainda é a mesma daqueles que atravessaram o Atlântico 500 anos atrás: explorar, tirar vantagem, enriquecer, sempre colocando o bem próprio acima do coletivo. Todo mundo ainda tem um pouco desse ranço. Por mais que os protestos estejam barulhentos, basta abrir olhos e ouvidos para o que acontece ao redor: ainda se valoriza o emprego concursado, o jeitinho, a vantagem. Ainda se despreza o trabalho duro, o estudo, a dedicação e, acima de tudo, a honestidade.

O que é realmente triste é que o que tem acontecido nos últimos dias é traumático, e pode não dar em nada.

É óbvio que não se trata de "apenas 20 centavos". Não precisa ofender a minha inteligência dizendo isso. Até os protestos na Turquia começaram por causa de um shopping center. Mas não é esse o ponto. Os 20 centavos foram uma espécie de estopim para a onda de protestos "vazar" do Facebook para a rua, refletindo a vontade das pessoas se sentir que estão fazendo algo de concreto "pelo bem da pátria". Mas só se ouve "se a tarifa não baixar a cidade vai parar" vindo dos manifestantes. Onde está o grito por uma justiça mais ágil? Onde está o grito pelo fim da carga tributária abusiva? Onde está o grito pelo controle da corrupção? Esses eu não ouvi; só vi mencionarem isso ex postfacto.

Por mais que digam que os manifestantes estão ali pacificamente, ninguém pode negar que sempre existem aqueles que se aproveitam da multidão para incentivar ou praticar aqueles impulsos mais obscuros de quebrar, pichar e vandalizar, escondendo-se atrás do "vândalo genérico" e escapando da punição. Ou vão dizer que os símbolos de anarquia ou a vandalização de monumentos é algo de natureza pacífica?

Mais ainda: não sei se faz realmente muita diferença quem começou as agressões, pelo menos no caso de ontem. A esta altura do campeonato (no pun intended), os ânimos estão exaltados de ambos os lados, com elementos individuais sentindo o desejo instintivo e natural de retribuir acusações (injustas ou não) com violência, num impulso quase animal de provar que está certo pela força. Numa situação dessas, manifestantes podem ir às ruas já esperando (ou até mesmo planejando) se ferir, e policiais vão às ruas já se sentindo acuados, sendo hostilizados, acusados de ignorantes e de coisa pior. Na saraivada de ofensas, quem está certo? De que adianta ofender e só depois oferecer flores? E de que adianta bater primeiro e perguntar depois, assumindo o papel de truculento?

No frigir dos ovos, enquanto os protestos não acertarem sua mira e procurarem atingir a raiz do problema, prefeitos, governadores e presidentes (juntamente com os demais agregados) estarão a salvo, pois estarão fora de foco e ainda poderão se esquivar. Gritar é fácil, mas para efetivamente provocar mudanças positivas será necessário um esforço muito mais eficiente. É necessário mais que gritar, é necessário procurar enxergar a situação além dos pontos de vista e dos preconceitos. Enquanto as pessoas ficarem só no estardalhaço, reelegendo os mesmos representantes, qualquer esforço será infrutífero. Em outras palavras, mantido o contexto, nada muda. No máximo, o ônibus volta aos ainda caros (e injustos) R$ 3,00, e a multidão se dispersará.

Monday, March 04, 2013

Relativity

...and in a flash it's already March.

So much has happened in the first two months of the year that it would be pointless to try and recall everything.

Let's just say that some things worked out, some things didn't. And, from all the trouble we had for the past few months, I hope we can manage to move forward and grow.

I am really trying.

Monday, January 28, 2013

Feliz 2013

É engraçado como as coisas são. A gente se vê dizendo que não quer algumas coisas, e de repente a chance de fazê-las aparece do nada, como se estivesse esperando a deixa.
É meio frustrante.
Ao mesmo tempo, é interessante esse esforço de não me ater a um plano rígido e imutável sobre o que quero da vida. Aprendi nos últimos anos que esse tipo de coisa só leva a decepções e frustrações, e que é muito mais produtivo aprender a se moldar ao caminho que se apresenta à nossa frente, aproveitando as oportunidades que aparecem.
Nada do que fazemos é realmente permanente. Isto posto, é importante saber dar valor a cada chance que temos de seguir em frente, de preferência se ela nos dá a opção de seguir fazendo aquilo que realmente gostamos de fazer.

Só uma reflexãozinha besta.

Tuesday, November 20, 2012

(In)Consciência Negra

Hoje, dia 20 de novembro, é dia da Consciência Negra, dia que será oficial em todovo país depois que a Dilma sancionou lei sexta passada. Pra mim, esse dia poderia muito bem se chamar "Dia Nacional do Racismo".

 Quero deixar uma coisa clara logo agora: não, não sou racista. E, se fosse, diria logo na cara, quem me conhece sabe disso. Acontece o seguinte: como já disse o Morgan Freeman, o melhor (único) jeito de deixar o racismo para trás é não falar dele.



Não dá para dizer que não existe racismo se as pessoas precisam de um dia pra pensar sobre a "consciência negra". Isso não acontece por decreto. Isso só tem chance de acontecer através da educação. E não é só através da educação formal, que a gente consegue na escola, mas também daquele tipo educação que anda tão raro hoje em dia, aquela que a gente traz de casa. Os pais largam a educação dos filhos na mão dos outros e o resultado são moleques mimados, mal educados e "politicamente corretos", com um discurso ensaiado de igualdade mas com uma mente corrupta. Educar não é fácil, mas é necessário. Mais ainda, não existe caminho absoluto no que se refere a isso, cada criança aprende de um jeito. Conheço pessoas que apanhavam por qualquer coisa que viraram ótimas pessoas e conheço outras que foram criadas de maneira "pedagogicamente correta" e são verdadeiramente insuportáveis.

Muito se fala que "somos todos iguais", mas escolhem um dia para separar uma "raça" e colocá-la acima das outras. Como se raça existisse! Muito fácil só dizer que raça existe quando favorece este ou aquele setor.

Esta, aliás, é a mesma discussão do "dia da mulher". É estúpido! A igualdade só será alcançada se as diferenças pararem de ser levadas em conta. E isso só vai acontecer quando as pessoas deixarem de dar importância a elas!

É realmente triste que negros tenham sido discriminados através da história. E os judeus, cristãos, árabes, ciganos, homossexuais, velhos, inteligentes, céticos e tantos outros? Tantas pessoas foram perseguidas por tantos motivos, então por quê em só um desses casos se procura tanto compensar isso? O passado é passado, e não vai ser mudado pelo que fazemos no presente. Mas o que fazemos agora vai afetar o futuro, e é isso que é necessário ter em mente. Um dia no qual um certo "tipo" de pessoa é elevado acima das outras é plantar as sementes para mais desigualdade. Criar condições desiguais agora não vai eliminar as desigualdades do passado, mas pode muito bem criar desigualdades no futuro.

Sunday, November 18, 2012

Hipocrisia?

Segundo a wikipédia, há 8 feriados nacionais no Brasil. Destes, 3 são de natureza religiosa. Mas, como a wikipédia não é exatamente uma fonte segura, vamos ver o que fala a Lei n° 10607, de 19 de dezembro de 2002:
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 1o da Lei no 662, de 6 de abril de 1949, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1o São feriados nacionais os dias 1o de janeiro, 21 de abril, 1o de maio, 7 de setembro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de dezembro." (NR)
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3o Revoga-se a Lei no 1.266, de 8 de dezembro de 1950, que declara feriados nacionais os dias que menciona.
Brasília, 19 de dezembro de 2002; 181o da Independência e 114o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Além disso há a Lei n° 6802, de 30 de junho de 1980, que institui o dia 12 de outubro, que também é religioso (Nossa Senhora Aparecida).

Entendo que, em um Estado laico, feriados não deveriam ser baseados em datas específica de alguma religião. Ao mesmo tempo, entretanto, é no mínimo exagerada a reação que vejo por aí contra a ação do MPE de São Paulo contra o "Deus seja louvado" nas notas de dinheiro. Algumas coisas são importantes de serem lembradas aqui:

Primeiro, "um erro não justifica outro". E daí se há feriados nacionais de natureza religiosa? Isso justifica a tal expressão no dinheiro? Quem usa essa justificativa para criticar a iniciativa do Ministério Público é que é o verdadeiro hipócrita.

Segundo, discute-se que "há coisas mais essenciais com as quais se preocupar", como se o Ministério Público só fosse capaz de executar um item de cada vez, como se não houvesse capacidade de agir simultaneamente em vários fronts.

Mas, vamos além disso: o laicismo deve ser completo. É inadmissível que a religião tenha influência sobre as ações do Estado moderno, por mais que a situação tenha sido diferente no passado. É importante lembrar que, embora o estado financie e patrocine coisas como o Museu de Arte Sacra ou orquestras que executem peças religiosas, esses casos incluem o fato de que tais obras são consideradas como arte, e mesmo o mais ferrenho dos ateus pode apreciá-las. São expressão cultural, não manifestação religiosa.

Isso posto, quero deixar claro que feriados nacionais não deveriam ter aspecto religioso, mas deveriam ter aspecto cultural. Mais ainda, algumas datas religiosas são mais arraigadas que qualquer religião, como por exemplo o Natal, que é uma data que precede a tradição cristã.

De qualquer forma, a existência de feriados religiosos reconhecidos pelo governo não pode ser justificativa contra a remoção de uma sentença religiosa do dinheiro. Se tanto, deveria servir para uma iniciativa pela remoção da oficialidade dessas datas.

Wednesday, November 14, 2012

Orgulho e preconceito

Esses dias encontrei um post muito interessante sobre a necessidade que alunos das carreiras de ciências biológicas têm de aprender matemática.

O autor tem alguns pontos muito interessantes, e a opinião dele faz todo sentido. E é preocupante que haja trabalhos científicos publicados com um grau de analfabetismo matemático assustador. Às vezes parece que as pessoas ainda vivem sob o preconceito de que, como biologia e matemática são disciplinas completamente separadas no Ensino Médio, elas devam continuar assim no nível superior.

Mas meu problema com esse post não é a argumentação dele; concordo com ela! Matemática é necessária em todas as atividades. Meu problema com esse post é algo que me incomoda em geral: a língua portuguesa.

Canso de ver todos os dias exemplos de erros absurdos de português, tanto de ortografia quanto de gramática. E, francamente, isso é ainda pior que analfabetismo matemático. Usa-se palavras difíceis, construções complexas e raciocínios elaborados, mas acentos graves continuam sendo mal usados, vírgulas são "tempero a gosto" e erros de ortografia passam despercebidos. Em vez de elaborado, o texto acaba parecendo pretensioso.

É o caso desse texto que mencionei. O autor comete vários erros bobos de gramática, e chega a ser irônico que num post sobre analfabetismo matemático ele acabe se mostrando um exemplar de analfabetismo linguístico.

O título deste post vem da reação do autor a uma observação dessa natureza. Em vez de admitir os erros e corrigi-los, ele preferiu suprimir o comentário.

Triste isso.

Monday, November 12, 2012

"Comunicado de Encerramento" (não é o que parece!)

"Comunicado de Encerramento"...

li essas palavras ainda há pouco, na página de um concurso que estava prestando. Foi curioso ver esse anúncio, mas de certa forma senti uma certa satisfação.

Basicamente a mensagem desse comunicado disse que não houve nenhum candidato aprovado na primeira prova que foi aplicada, e por isso o concurso foi encerrado. Eventualmente ele será iniciado de novo, e supostamente outras pessoas vão se inscrever e, quem sabe, alguém finalmente seja aprovado.

Mas, de certa forma, não posso deixar de dizer:

bem feito.

A prova que foi aplicada forçou a barra. Uma coisa é eu não ter sido aprovado, e eu entendo que isso tenha acontecido porque meus conhecimentos de eletrônica nunca foram grande coisa (uma frustração minha, porque eu sempre quis estudar esse assunto e sempre procrastinei). Mas o ponto é que quando  31 pessoas se candidataram e nenhuma delas passa sequer na primeira prova alguma coisa está errada.

É compreensível que os responsáveis pelo concurso tentem configurar um nível de exigência que eles considerem alto, para ter certeza de que alguém bem qualificado seja selecionado. Entretanto, é necessário levar outros fatores em consideração, pois um exame exigente demais não vai filtrar, mas sim eliminar todo e qualquer candidato. No fim das contas, isso é desperdício de dinheiro público, pois mobiliza uma série de recursos e pessoas para um concurso infrutífero bem como do dinheiro dos candidatos, que pagam uma taxa de inscrição nada simbólica.

Não estou simplesmente ventilando a raiva por não ter passado: tenho consciência de que, se fui mal na prova, a responsabilidade (ou, pelo menos, a maior parte dela) é minha por não ter estudado o suficiente. Mesmo que não estivesse nem remotamente envolvido nesse concurso eu chegaria à mesma conclusão, de que esse concurso não foi levado a sério pelo(s) avaliador(es) responsável(is).

Eu bem que poderia continuar martelando nesse assunto, avaliando qual a função de uma banca de concurso, mas não é esse meu objetivo.

Thursday, May 31, 2012

Princípio da Mínima Ação

Eu sempre achei que seria o caminho natural, depois de fazer Física, fazer um mestrado, um doutorado, eventualmente um pós-doc e conseguir um emprego como docente. Cheguei até a sonhar em dar aula em alguma capital do nordeste, onde eu pudesse morar por perto da praia...

Aos poucos minha perspectiva sobre a pós-graduação foi mudando tudo isso. Já passei por tanta coisa desde a graduação que já não sei mais o que realmente pretendo fazer no futuro. E isso é um problema, já que estou começando a chegar ao fim da linha. Passei os últimos anos observando várias pessoas do meio acadêmico e às vezes a impressão que eu tenho é a de que é pré-requisito ser um neurótico incorrigível para ser docente universitário. Pelo menos, o exemplo que está fisicamente mais próximo é esse.

Eu odeio ser neurótico.

Também percebi que na realidade o que me atrai não é a vida acadêmica em si, embora ela seja atraente sob certos aspectos, mas sim a vida de laboratório, de colocar a mão na massa e mexer em instrumentação, quebrar a cabeça pra resolver um problema. Não ficar discutindo o sexo dos anjos. Ou, pior ainda, insistir no erro enquanto outras pessoas insistem que há uma maneira melhor de fazer as coisas só para, depois de ter perdido meses a fio inutilmente, chegar à mesma conclusão. Isso é foda.

Na hora de escolher um pós-doc, fico na dúvida, pois há outras coisas na minha vida que são muito importantes, e conciliar tudo fica difícil. É complicado fazer planos sem saber como estarei daqui a 5, 10 anos (sim, estou falando de planos de médio-longo prazo). Se eu tiver que escolher, como saber qual a escolha certa? Não é uma escolha fácil, e na verdade provavelmente não haja escolhas realmente erradas, mas no fim das contas, se uma coisa implicar em desistir da outra, é complicado colocar tudo numa balança e avaliar o que é mais importante.

Talvez chegue um momento na vida das pessoas em que elas precisam fazer essa escolha, e isso define muito do que elas serão dali em diante. Provavelmente eu esteja me aproximando dessa hora. Se for isso, é bom eu pensar muito bem no que eu realmente mais quero, porque nunca se sabe de verdade quando isso pode virar realidade. Uma coisa é certa: não é fácil se preparar para isso, afinal de contas se a escolha deve realmente existir então as condições para que eu possa seguir este ou aquele caminho devem existir; e isso implica em seguir em ambas as direções o maior tempo que eu puder. Seguir duas estradas diferentes é difícil, e são raras as ocasiões em que elas permanecem próximas por muito tempo.

De certa forma, até acho bom que isso tudo esteja passando pela minha cabeça agora. Encontrei uma coisa muito valiosa nos últimos 14 meses, e quero seguir em frente com ela. Sei que ela vai evoluir muito e que pode se tornar algo tão importante na minha vida a ponto de eu passar o resto dela assim. Ganhei uma perspectiva que nunca tinha imaginado sobre muitas coisas, e tenho percebido tudo de uma maneira diferente, o que me agrada. Começo a ver outras opções além do óbvio, e que embora talvez eu não consiga tudo que sempre quis, fazer concessões faz parte da vida, e vale a pena sacrificar algumas coisas para poder se ter outras.

Como sempre, é tudo uma questão de equilíbrio.

Wednesday, February 29, 2012

Sempre me pergunto qual o motivo de ainda manter um blog. Cheguei à conclusão de que não tenho assunto sobre o qual escrever, porque por mais coisas que estejam acontecendo ultimamente poucas são as que eu acho merecedoras de entrar aqui, já que não gosto de colocar coisas muito pessoais...
Vira e mexe eu penso em escrever sobre variedades, minha opinião nas notícias da semana, coisas aleatórias... sei lá. A verdade é que eu acho que ainda mantenho um blog porque sinto falta da rotina de escrever sempre, como eu tinha no colegial. Eu escrevia redações por esporte.
Outra questão é audiência. Não adianta nada escrever mil páginas por semana se não interessa a ninguém que venha aqui.
No último ano houveram mudanças muito importantes na minha vida, e talvez isso deva se refletir por aqui também. É um assunto a ponderar.
Meditate on this, I will.

Tuesday, February 14, 2012

Tradição quebrada

Sempre tive uma tradição, durante todo o tempo em que tive um blog: por mais que eu estivesse ausente e sem postar nada eu sempre fiz um post de fim de ano, fazendo uma espécie de balanço sobre o ano que terminava e falando das minhas espectativas para o ano seguinte.

Em 2011, quebrei essa tradição.

Não sei por quê isso acabou acontecendo; mas simplesmente me esqueci disso. Havia tanta coisa acontecendo no fim do ano que sinceramente não é nenhuma surpresa, para ser honesto. Entre a correria já natural do fim do ano, horários de trabalho malucos, idas e vindas do hospital e uma (merecida) semana de folga em Monteiro Lobato, a idéia de um post de fim de ano se perdeu no meio da confusão.

É uma pena que isso tenha acontecido, mas na verdade interpreto isso de outra maneira. Para mim isso parece com um sinal de que as prioridades na minha vida estão se alterando de maneira marcante; de fato, em 2011 aprendi muito sobre relacionamentos e a vida adulta, e acho que isso se manifesta na minha personalidade e nas minhas prioridades. Coisas que antes eram tão atraentes que eu mal conseguia me manter afastado se tornaram enfadonhas, enquanto outras às quais eu nunca dera importância começaram receber mais atenção.

Como ouço sempre, é "a vida como ela é"...

Friday, October 07, 2011

Quem não se comunica...

A internet é um lugar bizarro, onde as pessoas sentem a liberdade de fazer o que bem entendem, ao contrário da vida real, que, por ser uma realidade mais palpável, provoca vergonha em se tomar certas atitudes.

Um exemplo são as coisas que acontecem todo dia no Facebook. Recentemente muita gente tem trocado suas fotos de perfil por imagens de desenho animado que marcaram a infância. Atitude divertida, que comemora o dia das crianças lembrando que todos nós já passamos por essa idade da vida (embora haja casos de gente que já passou dos 40 e continue do mesmo jeito...). Antes do advento das redes sociais ninguém saía na rua usando uma máscara de desenho animado na época do 12 de Outubro... o que mudou?

Mudou a facilidade que as pessoas têm em se expressar. A noção de representatividade passa pelo conceito de "perfil", ou seja, uma página onde você fala dos seus interesses, idéias, compartilha links interessantes, perturba os outros com joguinhos de todo tipo. Em outras palavras, o perfil acaba sendo uma fachada, e é muito fácil se esconder atrás dessa fachada virtual; oportunidade que não aparece no mundo real. Então, as pessoas aproveitam para fazer justamente isso - se expressar.

Aos críticos desse tipo de serviço não faltam argumentos. Dizem que esse tipo de coisa é uma violação da privacidade, que esses sites usam as informações neles contidas para gerar listas preciosas de dados que muitas empresas pagam caro para obter, que qualquer pessoa pode ter acesso aos dados dos outros... enfim, a gama de respostas é tão grande quanto o número de pessoas que as protestam.

Pessoalmente acredito que "expor dados pessoais na rede" não é mais uma questão de opinião pessoal. A verdade é que, queira ou não, seus dados já estão na internet - de um jeito ou de outro eles vão parar lá. O que se pode fazer é tentar controlar tudo isso, justamente criando uma fachada onde se tem controle sobre o que aparece e o que não aparece - uma página de perfil.

Claro que isso é só mais uma opinião. Eu acho que os benefícios das redes sociais superam, de longe, os malefícios. No mundo de hoje, na verdade, elas são praticamente indispensáveis. Só por proporcionarem a oportunidade de manter contato com amigos distantes, ou mesmo encontrar, ainda que virtualmente, até mesmo os mais próximos, já vale a pena. A verdade é que, hoje em dia, não dá pra usar a internet sem aparecer um mínimo que seja na rede; mais que isso, atualmente a quantidade de recursos disponível on-line supera de tal forma o que se obtém através de meios mais tradicionais que quem prefere "não se envolver" fatalmente acaba ficando para trás. Nas palavras do imortal Abelardo Barbosa, "quem não se comunica, se trumbica."

Wednesday, October 05, 2011

RIP Steve Jobs

Ok, então Steve Jobs morreu hoje. De fato, é o fim de uma era - esse sujeito definiu o modo como vemos tecnologia hoje em dia, através de uma série de produtos inovadores, que introduziram conceitos que viraram padrão na indústria.

Através da Apple ele foi capaz de ser alvo da inveja dos outros fabricantes, a tal ponto que os recursos que apareciam nos produtos da companhia eram prontamente copiados pelos concorrentes. Amado pelos "macmaníacos" e odiado pelo mundo do PC, ninguém pode negar que o sujeito que foi demitido de sua própria empresa para voltar, triunfante, anos depois, deixa um legado inegável e deixa vazia uma posição de liderança que dificilmente será preenchida tão cedo.

Me pergunto o que será do futuro da Apple agora que seu Guia se foi - mesmo já afastado das atividades da empresa, agora a empresa - e sua nova liderança - terão que arriscar o vôo solo, sem contar com a rede de segurança que sempre esteve ali, "just in case".

Pessoalmente nunca fui fã das política draconianas da Apple, como a restrição nos formatos de arquivos de áudio suportados pelo iPod ou a resistência em adicionar suporte a Flash no iOS, mas é inegável a característica de inovação e criatividade que sempre foram a marca registrada dos seus produtos. Sem sentimentalismo, a ausência de Jobs não fará diferença nenhuma na minha vida. Mas o seu falecimento prematuro certamente será determinante no futuro da Apple e, consequentemente, da indústria da informática.

Thursday, March 03, 2011

Onward!

"Don't wait too long for the right reason, or else you might end up making the wrong choice."
-- me
I'm not completely sure about how that popped into my head. A couple of weeks ago I was doing... sometehing, and the words just came to me. Being completely honest I've been thinking a lot lately about what it means, and it probably just spontaneously formed from random thoughts I had in my mind.

It is about opportunities.

I don't really like to talk about personal stuff here; I'd rather leave it to when I'm face to face with the very few people with whom I actually feel close enough to talk about it. So I'm gonna try to keep things a bit superficial here.

When opportunity shows up we can't afford to hide from it. "Comfort zone" is just another name for a potential well: it's cool to just hang out there, vibrating in our fundamental frequency, but if you don't gain more energy to reach other levels and eventually go over the potential barrier you're never gonna see what's out there beyond the "event horizon", and that's bad because we grow when we are challenged, when there is a problem and we face it without fear. Each opportunity is a quantum of energy with the potential to help us overcome that barrier, but we only gain that energy if we actually interact with that quantum, or else it passes through and we are left none the wiser.

It takes a geek to come up with an analogy like that.

I could go on and on with it, but then I'd carve my way into other even less familiar topics but then the point would be kind of moot by then. I'd rather not end up with a null set (there, did it again).

I've been going through a quite... busy time in my life (in every sense) and what's curious about it is that it was caused by myself. It's something that began some time ago and for completely different reasons, but I've thought a lot about many things and now I see that one of the worst times of my life may have been also one with the best outcomes. Many opinions about people, places and events have changed a lot. It's all a big self-knowledge ride, really.

Bottom line, it feels pretty good to be finally moving forward.

Saturday, January 01, 2011

"Be always at war with your vices, at peace with your neighbors, and let each new year find you a better man."
--Benjamin Franklin

2010 began, as almost every year does, as a promise. A promise that good things would happen, that problems would be solved and forgotten and that nothing would go wrong. As usual, however, things did not go as I expected them to. Which was not a bad thing – not at all.

All in all, I dare say that 2010 has been the best year I have ever had. It has been, before all and above all, a year of enlightenment. Not in the religious sense, mind you, but in a personal sense, one which encompasses the way I see the world – and myself in it. In other words, I expanded my sense of perspective (even though no life form can have a full sense of perspective in order to exist).

Just the experience of living (even if just for a short while) in another country would have been enough to label 2010 as “a very good year”. I fell completely in love with Buenos Aires right from the very first day. Both day and night were calling out for me, and with a little incentive from a good friend I heeded that call, never looking back. I am glad I did. I had the good fortune of meeting some extraordinary people that made the city even more enjoyable, even if just for a couple of weeks – actually, even more so. And I met a different version of myself – one I intend to emulate more and more in the future, because I know it represents growth in a direction I want to follow.

But 2010 was more than Buenos Aires. This year was so good that the whole experience of living there took only one quarter of it (even though these things can’t really be measured). I took on traveling as one of those things that I live to do; I just couldn’t get enough of it. Visiting Paris, Chambon sur Lac, Buenos Aires, Colonia, Amsterdam and Foz do Iguaçu made me realize even more that knowing new places is something that never gets old for me. Having good friends to visit all over the world not only makes it even more interesting, but also serves as a good excuse to go. That said, places like Manchester, Slovenia and Hawaii made it to the top of my “to go” list.

I found within myself the strength to make some long-needed changes; that is my greatest achievement of 2010.

That is not to say, of course, that 2010 was a perfect year; I don’t expect to ever have a perfect year until the day I die. I had my share of problems, big and small.

I am grateful for each one of them, however. They were all opportunities for me to learn something about me or other people, and for a few times, both.

I admit I am a bit afraid of 2011; my expectations are a bit too high for it. And usually high expectations only end in disappointment. But if there is something I have learned in the past few years it is the fact that obsessing about things in advance is rarely a good thing; let 2011 come, and I’ll deal with it, for better or worse, one day at a time.

Happy New Year.