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Wednesday, April 29, 2009

Sobre Stoa, censura e falta de noção

O Stoa acabou. Certamente isso não é oficial, mas na prática duvido que alguém vá levar esse site a sério.

Um colaborador do portal postou uma piada no dia 1º de abril a respeito de uma hipotética conversa entre a reitora e o governador a respeito da privatização da USP.

Aparentemente as coisas tomaram uma proporção ligeiramente fora de controle. Não sei dos detalhes da história, porque honestamente não tenho o hábito de freqüentar o Stoa todo dia. Simpatizava com o conceito do site, de criar uma "rede social da USP" e, assim, procurar integrar as pessoas que fazem parte da Universidade.

Aparentemente, no entanto, algumas pessoas não compreendem o conceito de piada. Nem o conceito de noção.

Depois de muita repercussão, o autor do tal post foi afastado da equipe do Stoa e teve sua conta no sistema apagada. Foi, também, obrigado a escrever uma mensagem de desculpas, esclarecendo o mal entendido - coisa que, aliás, foi feita também pela equipe do site. Tudo isso porque esse post, essa brincadeira, foi considerado como uma ofensa séria, uma acusação contra a pessoa da reitora.

Bullshit.

Para ser perfeitamente honesto, embora a idéia por trás do Stoa fosse muito boa, nunca gostei da maneira como o site era administrado. A diversidade de opiniões nunca foi incentivada, mas reprimida. A esquerdofrenia floresceu ali, e pessoas intransigentes e ignorantes ganharam um lugar para suas opiniões.

Mesmo assim, a punição imposta ao autor do post é injusta e desproporcional. A reitora aparenta não ter a noção de humor, e é incapaz de compreender a intenção humorística original do post. Não apenas isso, mas, mesmo que o Stoa fosse um espaço mantido pela USP, e mesmo que o autor fosse colaborador do projeto, o espaço fornecido para blogs no Stoa é um espaço pessoal, e como tal não deveria ser alvo de retaliações de nenhum tipo. Da última vez que chequei, ainda estávamos num país que respeitava o livre direito de opinião e de expressão. Mesmo que a Constituição seja ligeiramente inconsistente com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Esse evento mostra a real fragilidade de iniciativas como o Stoa, e mostra o quão verdadeiramente retrógrada e autoritária é a administração universitária USPiana. A tradição estraga os princípios éticos que deveriam reger esta Universidade. Não é a primeira ocasião em que esse tipo de conduta irresponsável denigre ainda mais a já combalida moral da suposta maior universidade do Brasil.

Nunca antes eu tinha considerado abandonar o Stoa. Apesar da presença de microcéfalos, esquerdofrênicos e paranóicos, para ser honesto eu me divertia distorcendo as idéias fracas e argumentos vazios que tentavam jogar na minha direção. Agora, depois dessa demonstração de ignorância, truculência, niilismo e anti-democracia, desisto do Stoa. Não vejo motivo para continuar fazendo parte de um portal que não oferece o que se propõe a fazê-lo. 

O que, sinceramente, é uma pena, pois apesar de tudo, o Stoa era um símbolo de que a esperança ainda existia para a USP.

Thursday, December 20, 2007

Serious people are rare around here.

Today's distance: 0 meters.
Yesterday's distance: 0 meters.

Yesterday the heavens fell apart, and it rained all the day. It wasn't even nearly possible to swim, so I didn't go.

Today, with an awful lot of stuff to do, I didn't go either. Although I'm thinking about going later, since my work for the day is done, I'll post 0 meters now since I have the tendency to postpone everything.

A piece of advice to you kids: never depend on people you don't trust if you want to work near the holidays. Especially around here, where everyone goes to incredible lengths to avoid working. I was supposed to still have a lot of work to do today, but I'll have to do it tomorrow because someone decided it was a good moment to party.

Parties are strange things around here. With all the bickering that goes on between the six departments on the Institute, each one traditionally decides to make its own end-of-the-year party - the direction of the institute, of course, obliviously arranges for a general party as well. As a result, everyone attends two parties: one on each department and another for the whole Institute.

The serious people keep working. But, I'm sad to say, they are few.

Tuesday, June 19, 2007

Isso é que é diálogo

Comunicado CRUESP nº 04/2007

O Cruesp e o Fórum das Seis se reuniram nesta segunda-feira para dar continuidade à discussão da pauta de reivindicações formulada pelas entidades, na qual o ponto central era a política de assistência estudantil, tema do mais alto interesse dos alunos das três Universidades (USP, Unicamp e Unesp), cujo investimento na área já é, de longe, o maior entre as universidades brasileiras.

O Cruesp lamenta informar que a referida reunião foi suspensa em razão de nova tentativa de ocupação, por um grupo de estudantes, do prédio da Reitoria da Unicamp, onde os reitores e os representantes das entidades estavam reunidos.

Não se consumando a ocupação da Reitoria, os estudantes invadiram, no final da tarde, o prédio da Diretoria Acadêmica da Universidade, um órgão da Pró-Reitoria de Graduação cuja finalidade é prestar serviços aos próprios estudantes, zelando por sua vida acadêmica.

O Cruesp condena mais esse ato de violência praticado contra a universidade pública, sobretudo num momento em que, através do diálogo democrático e construtivo, se buscava consolidar programas de apoio fundamentais para os estudantes (em particular aqueles oriundos da escola pública) e para a vida acadêmica das três instituições.

A seqüência das negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis ocorrerá tão logo as atividades sejam normalizadas.

Campinas, 18 de junho de 2007.

CRUESP


E esse bando de delinqüentes, marginais e desocupados ainda diz que quer o diálogo.

Diálogo é o cacete! Eles querem é causar. Não passam de massa de manobra de partidos nanicos, irresponsáveis e extremistas.

Friday, June 01, 2007

Agora todos estão felizes



Já tiveram o que queriam. Agora deixem as pessoas sérias EM PAZ.

Tuesday, May 22, 2007

Some things never change.

Bixo sempre foi, e sempre será, massa de manobra. Faz anos que deixei de me importar com isso - bixo é BURRO mesmo. Não é preconceito, é meramente a constatação de um fato.

Merece destaque o post do Reinaldo Azevedo na VEJA on-line. Ressalto uma pequena passagem:

A questão não é saber se uma seita marxista cabe ou não numa universidade (não sendo a universidade chinesa, cabe, claro...). Patético é que marxistas brasileiros acreditem que podem fazer na USP o que Noam Chomsky faz no MIT. Com a notável diferença de que, lá, seus súditos não vão à luta para inviabilizar a estrutura que lhes garante a existência. Aqui, eles vão. Porque Chomsky exerce o marxismo na sociedade da abastança; e nós brincamos de marxismo numa ilha de abastança que é USP, porém cercada pela miséria dos que a financiam. Sim, também esse viés quase aristocrático dos nossos esquerdistas, que não aceitam ser povo, ficou claro aqui.