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Thursday, March 31, 2016

Graphics!

I have a confession to make: I bought a new graphics card.

I know it doesn't sound like a big deal. Especially when you check prices for these things on international stores. But with the dolar rampant the prices in Brazil have taken a turn for the worse (as if they weren't bad enough).

I have never really had the gaming PC I would like to; I have always played in whatever graphical setting I could manage, which invariably meant low fps rates. That doesn't really make for a very enjoyable gaming experience. One of the main ways I release stress is by playing World of Warcraft. I've been on and off the game ever since its beginning, but to be honest I've really began playing it around 2008.

Although prices are high, and I'm going through the motions as I try to make ends meet, I've been putting up with so much crap recently that I decided I needed this break, so I finally (after a couple of weeks of procrastination) ordered a new card today. It's not a high-end card, nor is it a brand new model. But it's the best I dared purchase, and it's already orders of magnitude better than what I've been using recently (the integrated graphics on my core i3 machine).

At least, I'll enjoy World of Warcraft a little better. Or, at least, for the time being, since the current expansion is not all that amazing and the Alpha version of the next expansion is not giving me much hope for my hunter. But that's anoter story.

Um post por ano.

Uma postagem por ano está longe do que eu gostaria de escrever aqui. Mas a verdade é que eu nunca consegui adquirir o ritmo que eu gostaria de ter para escrever um blog. Às vezes por falta de assunto, às vezes por falta de tempo, e às vezes por falta de paciência mesmo.

A verdade é que me sinto insatisfeito por deixar este blog assim, meio zumbi, abandonado, como se não significasse nada. A verdade é que este blog tem me acompanhado há muitos anos e eu tenho dificuldade em deixar certas coisas para trás. Por isso, acabei mantendo isto aqui aberto, mesmo que o ritmo de postagens tenha sido excruciantemente baixo.

Algumas vezes já tive a ilusão de ter um blog popular, com milhares de pessoas acompanhando postagens, mas o problema é conteúdo. Tenho interesse e vontade de falar sobre várias coisas, mas nunca senti o impulso devido para criar um blog a respeito e me manter no assunto.

Gostaria que isso fosse diferente. Mas a verdade é que este é um blog pessoal, e por isso não tem tema ou conteúdo definidos. Por isso, temo que ele vá continuar sendo meio aleatório, embora eu pretenda aumentar o ritmo de postagens.

Enquanto isso, vou caçando algum tema sobre o qual valha a pena falar.

Monday, November 12, 2012

"Comunicado de Encerramento" (não é o que parece!)

"Comunicado de Encerramento"...

li essas palavras ainda há pouco, na página de um concurso que estava prestando. Foi curioso ver esse anúncio, mas de certa forma senti uma certa satisfação.

Basicamente a mensagem desse comunicado disse que não houve nenhum candidato aprovado na primeira prova que foi aplicada, e por isso o concurso foi encerrado. Eventualmente ele será iniciado de novo, e supostamente outras pessoas vão se inscrever e, quem sabe, alguém finalmente seja aprovado.

Mas, de certa forma, não posso deixar de dizer:

bem feito.

A prova que foi aplicada forçou a barra. Uma coisa é eu não ter sido aprovado, e eu entendo que isso tenha acontecido porque meus conhecimentos de eletrônica nunca foram grande coisa (uma frustração minha, porque eu sempre quis estudar esse assunto e sempre procrastinei). Mas o ponto é que quando  31 pessoas se candidataram e nenhuma delas passa sequer na primeira prova alguma coisa está errada.

É compreensível que os responsáveis pelo concurso tentem configurar um nível de exigência que eles considerem alto, para ter certeza de que alguém bem qualificado seja selecionado. Entretanto, é necessário levar outros fatores em consideração, pois um exame exigente demais não vai filtrar, mas sim eliminar todo e qualquer candidato. No fim das contas, isso é desperdício de dinheiro público, pois mobiliza uma série de recursos e pessoas para um concurso infrutífero bem como do dinheiro dos candidatos, que pagam uma taxa de inscrição nada simbólica.

Não estou simplesmente ventilando a raiva por não ter passado: tenho consciência de que, se fui mal na prova, a responsabilidade (ou, pelo menos, a maior parte dela) é minha por não ter estudado o suficiente. Mesmo que não estivesse nem remotamente envolvido nesse concurso eu chegaria à mesma conclusão, de que esse concurso não foi levado a sério pelo(s) avaliador(es) responsável(is).

Eu bem que poderia continuar martelando nesse assunto, avaliando qual a função de uma banca de concurso, mas não é esse meu objetivo.

Friday, October 07, 2011

Quem não se comunica...

A internet é um lugar bizarro, onde as pessoas sentem a liberdade de fazer o que bem entendem, ao contrário da vida real, que, por ser uma realidade mais palpável, provoca vergonha em se tomar certas atitudes.

Um exemplo são as coisas que acontecem todo dia no Facebook. Recentemente muita gente tem trocado suas fotos de perfil por imagens de desenho animado que marcaram a infância. Atitude divertida, que comemora o dia das crianças lembrando que todos nós já passamos por essa idade da vida (embora haja casos de gente que já passou dos 40 e continue do mesmo jeito...). Antes do advento das redes sociais ninguém saía na rua usando uma máscara de desenho animado na época do 12 de Outubro... o que mudou?

Mudou a facilidade que as pessoas têm em se expressar. A noção de representatividade passa pelo conceito de "perfil", ou seja, uma página onde você fala dos seus interesses, idéias, compartilha links interessantes, perturba os outros com joguinhos de todo tipo. Em outras palavras, o perfil acaba sendo uma fachada, e é muito fácil se esconder atrás dessa fachada virtual; oportunidade que não aparece no mundo real. Então, as pessoas aproveitam para fazer justamente isso - se expressar.

Aos críticos desse tipo de serviço não faltam argumentos. Dizem que esse tipo de coisa é uma violação da privacidade, que esses sites usam as informações neles contidas para gerar listas preciosas de dados que muitas empresas pagam caro para obter, que qualquer pessoa pode ter acesso aos dados dos outros... enfim, a gama de respostas é tão grande quanto o número de pessoas que as protestam.

Pessoalmente acredito que "expor dados pessoais na rede" não é mais uma questão de opinião pessoal. A verdade é que, queira ou não, seus dados já estão na internet - de um jeito ou de outro eles vão parar lá. O que se pode fazer é tentar controlar tudo isso, justamente criando uma fachada onde se tem controle sobre o que aparece e o que não aparece - uma página de perfil.

Claro que isso é só mais uma opinião. Eu acho que os benefícios das redes sociais superam, de longe, os malefícios. No mundo de hoje, na verdade, elas são praticamente indispensáveis. Só por proporcionarem a oportunidade de manter contato com amigos distantes, ou mesmo encontrar, ainda que virtualmente, até mesmo os mais próximos, já vale a pena. A verdade é que, hoje em dia, não dá pra usar a internet sem aparecer um mínimo que seja na rede; mais que isso, atualmente a quantidade de recursos disponível on-line supera de tal forma o que se obtém através de meios mais tradicionais que quem prefere "não se envolver" fatalmente acaba ficando para trás. Nas palavras do imortal Abelardo Barbosa, "quem não se comunica, se trumbica."

Thursday, March 03, 2011

Onward!

"Don't wait too long for the right reason, or else you might end up making the wrong choice."
-- me
I'm not completely sure about how that popped into my head. A couple of weeks ago I was doing... sometehing, and the words just came to me. Being completely honest I've been thinking a lot lately about what it means, and it probably just spontaneously formed from random thoughts I had in my mind.

It is about opportunities.

I don't really like to talk about personal stuff here; I'd rather leave it to when I'm face to face with the very few people with whom I actually feel close enough to talk about it. So I'm gonna try to keep things a bit superficial here.

When opportunity shows up we can't afford to hide from it. "Comfort zone" is just another name for a potential well: it's cool to just hang out there, vibrating in our fundamental frequency, but if you don't gain more energy to reach other levels and eventually go over the potential barrier you're never gonna see what's out there beyond the "event horizon", and that's bad because we grow when we are challenged, when there is a problem and we face it without fear. Each opportunity is a quantum of energy with the potential to help us overcome that barrier, but we only gain that energy if we actually interact with that quantum, or else it passes through and we are left none the wiser.

It takes a geek to come up with an analogy like that.

I could go on and on with it, but then I'd carve my way into other even less familiar topics but then the point would be kind of moot by then. I'd rather not end up with a null set (there, did it again).

I've been going through a quite... busy time in my life (in every sense) and what's curious about it is that it was caused by myself. It's something that began some time ago and for completely different reasons, but I've thought a lot about many things and now I see that one of the worst times of my life may have been also one with the best outcomes. Many opinions about people, places and events have changed a lot. It's all a big self-knowledge ride, really.

Bottom line, it feels pretty good to be finally moving forward.

Thursday, November 18, 2010

Se eu morrer antes de você

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : "Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!" Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !

Vinícius de Moraes

Sunday, October 31, 2010

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Eu confesso: sou preconceituoso. Minha opinião de muita gente se viu transformada no momento em que eu descobria em quem votavam.

Depois de oito anos da mais pura baixaria eleitoreira, dos escândalos efusivamente negados, das piadas sujas jogadas na cara do povo brasileiro, os responsáveis foram hoje reconduzidos a mais um termo de quatro anos.

Não que a alternativa fosse espetacularmente melhor; o PSDB é o partido mais burro do Universo, e para mim está claro que não tem condições de governar até que aprenda a assumir o papel de oposição, até que deixe de ser covarde e tenha a coragem de assumir suas posições publicamente, sem medo da popularidade dos outros.

O resultado de hoje é mais um que confirma algo que sempre acreditei ser o caso do Brasil. Não somos um país com vocação para ser líder de coisa nenhuma, muito embora sejamos. Não somos um país com vocação para servir de exemplo para ninguém, muito embora sejamos. Não somos um país de todos, senão meramente uma nação de oportunistas e de cegos.

Claro, generalizo. Há muita gente com discernimento. Entretanto, cabem aqui algumas observações.

Cabe, por exemplo, mencionar que o que ganhou a eleição foi a noção de que os benefícios imediatos são mais importantes que os benefícios a longo prazo. Ficou claro, também, que coletivamente o povo brasileiro não apenas não tem memória (fato notoriamente conhecido) como também escolhe ser cego. E ficou claro principalmente que, "na média", o brasileiro não se importa com mais que o próprio umbigo.

Digo isso porque, para mim, essa é a mais pura verdade; o grosso dos votos da candidata do governo veio de gente beneficiada pelos programas sociais do governo. Não quero entrar no mérito da sua existência; estou meramente explicitando o fato de que a gente beneficiada por esses programas votou na candidata daquele que conseguiu assumir o posto de responsável pela "bonança" por que vem passando. Esses programas, bem ou mal, aumentaram a mobilidade social de muita gente, e, claro, essas pessoas não querem voltar ao nível onde estavam. Aí entram seus umbigos: não percebem que o mesmo programa que lhes sustenta nesse nível é fundamentado no trabalho daqueles que dão duro, já que o dinheiro que alimenta esses programas vem dos impostos que eles não pagam. E o que é pior, esses programas não lhes incentivam a procurar aproveitar a chance e melhorar a própria vida. E essa é a parte triste, porque continuarão patinando no mesmo lugar, agora rotulados como classe média: jogando PS3 numa TV de LCD, mas igualmente ignorantes. Mas piores ainda são os supostos intelectuais que fizeram a mesma opção: esses porque fizeram essa opção conscientemente. Entre esses, artistas, atletas e mesmo professores das melhores universidades do país.

Que uma coisa fique bem clara: não sou contra a mobilidade das classes mais baixas, nem contra seu acesso a itens de alta tecnologia. Nem sou contra as conquistas alcançadas pelo Brasil nos últimos 8 anos. Eu sou contra a apropriação desses fatos como sendo de responsabilidade exclusiva de um único governo, como se as condições iniciais não fossem importantes na determinação do estado de um sistema, por mais complexo que ele seja. De fato, quanto mais complexo mais influentes são as condições iniciais. Sou contra o fato de que se gerou uma crença generalizada no país de que as coisas boas foram conquistas do governo atual; e de que as coisas ruins foram herdadas do anterior, ou simplesmente inventadas pela "turma do contra". E me revolta, a ponto de me deixar sem apetite, o fato de que muita gente engoliu esse papo.

E me enoja, acima de tudo, o fato de que essa gente ter ganho a eleição com o apoio de gente que notoriamente vem chafurdando na lama e no esgoto há pelo menos vinte anos. Lama e esgoto esses que ajudaram a transformar a política brasileira na piada que é hoje.

Outro fator a favor da "hipótese do umbigo" foi a natureza da campanha eleitoral que (teoricamente) se acaba hoje (e que começou lá atrás, na campanha de 2002). Ambos os lados se recusaram a discutir propostas para o futuro do país; ambos estavam mais interessados em atacar com truculência e ignorância o adversário, agindo é claro como nada mais que sintomas daquilo que se passa na sociedade brasileira. Eleitores de um dos candidatos não estavam interessados em programa de governo, senão em jogar lama no adversário. Estavam (estávamos!) tão distraídos se divertindo com isso que não viram a oportunidade de transformar o Brasil de país do futuro em país do presente passar batida. Pior ainda, a candidata que representa a nascente terceira via, o caminho para quem não quer mais nem A nem B, depois que teve resultado surpreendente e positivo no primeiro turno, deixou que isso lhe subisse à cabeça, e resolveu se fechar em seu próprio pequeno mundo de cristal, rezando para que milagrosamente a razão fosse restaurada à campanha. Assim, mostrou seu despreparo e ingenuidade, e independente do resultado da eleição de hoje, torna-se minha a maior decepção com o contexto político brasileiro.

Por mais que as pessoas digam que votam contra certas coisas, independente do que sejam ou se são realmente tão importantes assim, na prática quando há somente duas opções (e não se enganem, num segundo turno há somente duas opções), se você vota contra uma está automaticamente votando a favor de outra. E, quando votamos em alguém, estamos votando não em uma pessoa, mas em um candidato. E um candidato é a soma daquela pessoa, de seu programa de governo, de seu partido e seu projeto de poder, e em todos que a apóiam.

Enquanto as pessoas não tiverem consciência do que seu voto representa, os candidatos e a política continuarão os mesmos. E, enquanto isso, o Brasil seguirá sendo o eterno país do futuro que nunca chega.

Por último, mas não menos importante, de uma forma mais íntima e pessoal o saldo dessas eleições para mim é negativo. Depois de alguma auto-análise percebo que, depois de tudo, sou agora um pouco mais cínico com relação a meu próprio país, e nada poderia ser pior.

Nos resta agora fazermos cada um a sua parte; quem sabe o milagre não vem?

Tuesday, September 07, 2010

The only thing that never changes is change itself

A month and a half after my last post, here I am with the feeling that it was a much longer time ago that I wrote that quick note about being half-way through with the year. And I still recall the feeling I had at that moment, that I don’t have a home.

Of course I have an address, and a place where most of my stuff is. But that’s not my home. It isn’t where I live; it’s just where my things are, and when I go there I feel more like a visitor than like a resident. The other place where I can get snail mail is ever farther away from being a home: it’s just a convenient place where I go to sleep.

That feeling is stil with me. But, for now, I just need to manage it as best as I can, because that’s the way things are; eventually I will get my own place.

Anyway, even though it’s been barely a month and a half since my last post it feels like so much more for a few reasons. The first and obvious of them is that a lot has happened since then; like my second visit to Europe, for instance, which was amazing. I visited a good friend that I hadn’t seen for years, got to know two beautiful cities, made some very important contacts with amazing people. There were some… mishappenings also, but I’d rather not talk about them. Let’s just say that sometimes certain people completely fail to understand my point of view.

There’s also been a lot of work; a trip to Rome that had to be cancelled; one historical moment when I met an amazing friend who is the bravest person I’ve ever met for doing two PhD’s simultaneouosly. And, more recently, a wonderful trip to Foz do Iguaçu, where the waterfalls presented me with one of the most amazing sights I’ve ever seen.

All in all, I believe this period of my life still has a lot to do with a kind of renovation that had a kickstart almost a year ago, and a great part of my thoughts go in the direction of trying to find my new identity.

Sometimes I wish it never ends.

Sunday, July 25, 2010

Half-way through

Even if I still couldn't manage to write a post here (even though there's plenty of things to write about) at least I finally mustered the willpower to change the layout back to the way it was before I went to Buenos Aires.

One thing I must say, though. At the moment there is not a place I can call home; nowhere seems to be my (0,0,0,0).

There is still almost half a year to go until 2011. Let's see what the next months bring my way...

Sunday, June 20, 2010

Back to the new old life

I’ve had the time of my life in that wonderful city.

The above phrase expresses the core of the last three months: it was one of the most exhilarating periods of my life. When I arrived there, not so many weeks ago, I was not sure of what I was about to find, and I must admit, felt quite anxious about the people I was about to meet.

And then on the very first day all those worries vanished, as I realized that all my experiences would be good in the same measure of how I faced them, after all, as the saying goes, “beauty lies in the eyes of the beholder”. There’s nothing like meeting the right people at the right time.

I had already heard a lot about the city even before arriving there – everyone seemed to have an opinion about it, some of them not even having been there. I promptly ignored all of them, however; I wanted to experience it at my own pace, and in my own way.

The first week actually was one of the best; that time of discovery when everything is fresh and new usually is. It was no different for me, and even more so because at the end of that first week I had met a few very important people and had had a couple of very personal and cathartic experiences that completely changed certain aspects of my life that really needed a stir.

As the subsequent weeks went (actually flew) by I gradually settled down and started to feel at home there; I became used to the feeling of the streets, to the cosmopolitan aura about the “cafés” and parks and to that intoxicating vibe that dwells in the air; it’s not an easy feeling to portray. It is like, even though being a lot smaller than São Paulo, Buenos Aires is just as great, in its own way.

Regarding work, I feel like it was the most productive period of time I have ever had in a very long time. That was possible thanks to a handful of fantastic people I had the opportunity of meeting, work colleagues with knowledge and lots of enthusiasm, in an environment where I have never felt uncomfortable. Some people may disagree with that, but it was really refreshing to be in a different place after six years in the same lab.

I have had more than my fair share of mishaps, to be sure; not easy ones. With little effort I can remember at least four quick, terrifying, adrenaline-filled moments I managed to get through and laugh about later.

There was one thing I didn’t really enjoy, though. It was the constant feeling of saying good bye. For the duration of these months I got to meet a lot of people; and, at some point, I had to say good bye to them. It didn’t matter if they were just going home or moving forward in their journeys: I’m never good at saying good bye. The worse it feels, the worse I react. At some point, however, we need to realize that these moments are a part of life and that eventually we say those words to all.

It is my intention, however, to see you people again, and rest assured that I will. As I said on my last night in Buenos Aires, ”no digo adiós, digo hasta pronto”.

This is my last post in “Buenos Aires edition”. Next time Stairway to Geekiness will go back to the old, plain edition. But it’s never going to be the same.

Monday, May 17, 2010

Pensamentos aleatórios de BsAs

Já faz mais de dois meses que estou em Buenos Aires. No primeiro mês fiz um post “comemorativo”, basicamente mandando o Banco do Brasil à merda. Neste post de dois meses (consideravelmente atrasado) vou colocar uma série de coisas que pensei em escrever antes mas acabei não lembrando ou achando que não se encaixavam.

A primeira delas é algo que presenciei hoje e que, sincera e honestamente, me deixou ligeiramente estupefato. Estava voltando para casa com algumas compras quando ao atravessar a rua notei um sujeito descendo de uma moto e correndo desesperado. Minha primeira reação foi olhar pro lugar de onde ele tinha vindo, esperando ver alguém correndo atrás dele. Quando vi que não havia ninguém, olhei pra onde ele foi, não muito longe: do outro lado da esquina uma senhora (já com bastante idade) havia tropeçado e caído no chão, as coisas dela um pouco espalhadas pela rua. Havia duas pessoas, além do cara, em volta dela, perguntando se ela estava bem. O cara não teve dúvidas. Agachou-se, segurou a senhora pelos braços e, num movimento ligeiro porém cuidadoso, colocou-a de pé em um segundo. A moça que estava ajudando havia deixado o cachorro de lado, mas este, bem educado, estava quietinho ali do lado, com o rabo abanando e assistindo a cena, curioso. Mais interessante ainda, o sinal estava verde mas nenhum dos carros sequer ensaiou sair do lugar: todos esperaram que a senhora se levantasse e as pessoas a ajudassem a juntar suas coisas, finalmente acompanhando-a até a outra calçada (o sinal estava verde para a rua que ela estava atravessando). Ninguém buzinou, ninguém acelerou em falso. Me lembrou uma vez que eu estava atravessando uma rua em plena Cidade Universitária, na faixa, com sinal fechado para os carros, e o motorista só pra ser engraçado acelerou em falso como se fosse sair com o carro. Igualzinho…

Outra coisa interessante sobre Buenos Aires: as empresas de ônibus. Em São Paulo há um problema sério com elas porque elas são enormes, formam lobbies e assim controlam o sistema de transporte. Em Buenos Aires a coisa é diferente, porque todas as empresas são pequenas. As maiores empresas são responsáveis por duas ou três linhas no máximo. Ao ponto de a maioria delas se chamar simplesmente “Linea 42”, por exemplo; isso significa que aquela empresa opera a linha 42. Não sou nenhum economista, nem especialista em transporte, tampouco estou dizendo que esse sistema é perfeito, mas ele certamente funciona melhor que o que há em São Paulo (pelo menos nesse ponto). Nunca fiquei mais de quinze minutos parado no ponto esperando por um ônibus, raras vezes fiquei em pé a viagem inteira, e em apenas uma única ocasião o ônibus me lembrou as latas de sardinha paulistanas. Aliás, por aqui todo mundo usa ônibus e o trânsito só é ruim na hora do rush mesmo.

Outra coisa são as pessoas daqui. Como em todo lugar há coisas boas e coisas ruins a dizer sobre elas, e muitas eu já disse aqui. Uma das boas é que é muito difícil ver uma pessoa obesa. Aliás, pessoas gordas são ainda mais raras. Há pessoas acima do peso, claro; mas no geral as pessoas aqui são magras e obviamente prestam muita atenção ao que comem. As pouquíssimas pessoas realmente gordas que vi eram realmente obesas, daquelas que parecem ficção científica ou saídas de Super Size Me. Isso falando dos argentinos; em lugares com alta concentração de turistas a coisa muda de figura. Curioso, se a gente pensar que a Argentina é a capital panamericana do sorvete e mundial do doce de leite.

Por último mas não menos importante, tenho um pensamento que não tem exatamente a ver com a Argentina pra dividir. Recentemente um conhecido conseguiu a cidadania européia, e prontamente algumas pessoas expressaram a sua inveja pela situação do amiguinho.

Pessoalmente não vejo problema em buscar esse tipo de reconhecimento. Eu mesmo venho procurando conseguir a minha há alguns anos. Mas isso me fez refletir sobre algo que me incomoda já há bastante tempo. Vejo com freqüência as pessoas dizendo que o Brasil é uma merda de país, que não serve pra nada. Que iriam embora sem hesitar à primeira chance que tivessem. É comum as pessoas sentirem mais entusiasmo pela terra de seus avós ou bisavós que pela terra de seus pais.

E, sinceramente, isso é entristecedor. Porque, bom ou ruim, o Brasil é nosso país e tem, sim, suas qualidades. Mesmo que a maioria sejam qualidades inatas, daquelas que a gente já nasce tendo, como o fato de não termos desastres naturais generalizados (terremotos, vulcões, furacões, etc), ou o fato de termos em nosso grande território reservas imensas de diversos recursos importantes, como o Aqüífero Guarani ou a Floresta Amazônica. O país tem muitos defeitos, é claro; mas é um país jovem, e compará-lo a outras terras que já têm milhares de anos de história não é exatamente justo. Quando tinham 500 anos esses países também estavam enterrados na merda.

O mesmo pode ser dito do povo. Pode-se ver, pelo governo que temos, um reflexo do povo que somos; não preciso entrar nesse quesito mesmo porque não teria palavras para descrever a feiúra desse quadro. Por outro lado, não se pode levar somente isso em conta. Muitas das grandes pessoas do mundo são brasileiras. Apesar de todos os defeitos, aqui se trabalha muito. Aqui se produz muita coisa, e isso é fruto do trabalho de muita gente. Aqui há muita gente competente, e a prova disso são os inúmeros brasileiros espalhados pelo mundo. Em muitos campos profissionais brasileiros são disputados a tapa.

Ninguém pediu pra nascer brasileiro, claro. Mas, ainda assim, isso aconteceu. Correndo o risco de ser um pouco metafísico, estamos aqui porque a história correu de tal modo que os portugueses chegaram à América do Sul, colonizaram, expandiram, depois vieram os escravos e imigrantes… até chegar aos dias de hoje. Se algo tivesse sido diferente não estaríamos aqui. Pelo menos isso temos que admitir. Não sei vocês, mas eu prefiro estar vivo a nem sequer ter nascido.

Ter um mínimo de afeição pelo próprio país é essencial para torná-lo melhor. Parte do motivo de o Brasil estar na merda em tantos quesitos é o fato de que muitos brasileiros só sentem orgulho dele quando a seleção ganha. Outros, nem isso.

Sunday, April 25, 2010

BsAs, HKI e NYC

Tempos atrás o meu destino mais desejado no exterior não era outro senão Nova York. A Big Apple sempre foi um dos lugares que eu mais quis conhecer. Mas, de uns tempos pra cá, essa prioridade acabou mudando bastante. No fim das contas o lugar que acabei conhecendo primeiro (descontando aeroportos) foi Helsinki.

Talvez fosse o impacto de estar do outro lado do oceano, talvez fosse a minha situação na época (que não vem ao caso)… mas a cidade me encantou. Isso não é segredo e a Finlândia me conquistou, independente de lembranças doces e amargas que trago de lá. E motivos não me faltam para que eu sempre queira visitar de novo, em particular um certo ponto em Suomenlinna que é muito especial para mim de uma maneira muito pessoal.

Mas estou me desviando do assunto. Abri este post tentando falar de Nova York por dois motivos. O primeiro é que no fim das contas nunca cheguei a visitá-la; a primeira chance que eu teria (agora em Julho) acabou não se concretizando e por isso a visita vai ficar para mais tarde. O segundo motivo é uma certa região de Buenos Aires.

O bairro onde estou morando, Recoleta, juntamente com Palermo, me lembra muito Manhattan. Agora, antes que aqueles que de fato já estiveram por lá me fuzilem, vou esclarecer uma coisa: muito embora eu nunca tenha estado lá, também não moro numa ilha deserta isolada do resto do mundo. E já vi imagens de lá em inúmeros lugares, como séries, filmes, jornais, e claro as fotos de amigos que visitaram a cidade. Não é a mesma coisa e é uma visão bem limitada, claro, mas dá uma idéia. E a verdade é que acho a Recoleta e Palermo muito parecidos com o que já vi de lá. Ruas quadriculadas, prédios residenciais antigos com cinco ou seis andares, cafés, restaurantes e lojas de todo tipo na rua, avenidas largas e cheias de carros, táxis e ônibus cruzadas por várias ruas menores e muita, muita gente caminhando. Até as entradas das estações de metrô são parecidas!

No fim das contas, estou achando BsAs um pouco menos parecida com HKI (Helsinki). O que de certa forma é natural, já que são cidades não apenas em países diferentes ou nem mesmo continentes diferentes, mas hemisférios diferentes. Mas ainda há algumas semelhanças incríveis, muitas das quais eu já mencionei em posts anteriores. Mas aos poucos as diferenças aparecem, e isso é inevitável, afinal de contas é tudo uma questão de tempo.

Uma coisa é certa. Não sei sobre Nova York, mas tanto Helsinki quanto Buenos Aires me deram experiências que nunca esquecerei. E algumas dessas experiências foram da mesma natureza de uma forma quase fantasmagórica. Talvez seja isso que deixe essas cidades tão próximas uma da outra.

Ainda quero conhecer Nova York e os EUA. E sei que, eventualmente, se o turismo não me levar à América do Norte algum congresso vai. Mas, por enquanto, ainda tenho quase dois meses de Buenos Aires e muita coisa pra ver. Mas a verdade é que vou estar sempre pensando nos meus próximos destinos.

Thursday, April 15, 2010

Primeiro mês

Anteontem completou-se um mês desde que cheguei a Buenos Aires.

Nesse meio tempo conheci muita gente de vários lugares diferentes, conheci muita coisa, experimentei outras. Aprendi muito. Corri riscos. Aprendi com erros do passado, procurei novos erros para cometer. Na verdade, este mês valeu por vários.

Uma coisa é certa - se vier a Buenos Aires, não ache que porque está perto do Brasil o seu banco vai ser de alguma ajuda. Previna-se de todas as maneiras que puder. Aqui há agências de vários bancos que são encontrados no Brasil: Itaú, HSBC, Citibank... mas não conte com usar seu cartão sem antes passar por alguma burocracia. Vá até sua agência, mostre seu cartão (e tenha certeza de que sabem qual tipo de cartão é o seu) e confirme se vai funcionar. Não saia sem a certeza de que está tudo em ordem. Não suponha que simplesmente tudo vai dar certo. Se você é cliente do Banco do Brasil saiba que, ao contrário dos outros bancos (que na verdade são contrapartes argentinas dos brasileiros), eles têm uma agência no Microcentro (San Martin 363, 2° andar) - mas não conte com ela para muita coisa. A menos que te aconteça um desastre, talvez seja uma boa idéia procurar a embaixada de uma vez para pedir ajuda. O segredinho sujo que o BB não conta é que, muito embora haja caixas eletrônicos lá, eles têm o saque desabilitado. Não só isso, mas a agência é corporativa, o que significa que você não vai poder entrar casualmente e pedir qualquer coisa ao caixa. Também é bom saber que se você é portador de um cartão de crédito e algo acontecer ao seu cartão, você estará em maus lençóis. Os carões de emergência que as administradoras mandam nessas ocasiões não são aceitos pelos bancos argentinos - deveriam, mas não são.

Minha dica é trocar seus reais por pesos antes de sair do Brasil e carregá-los em uma doleira. Se você for passar um período de tempo mais longo (como é meu caso), considere a opção de combinar com um amigo para ele te transferir o dinheiro via Western Union caso não seja possível usar seu cartão no exterior. A menos, é claro, que esteja vindo para trabalhar, aí o jeito é abrir uma conta num banco daqui mesmo. Fica a dica.

Eu queria ter feito um post diferente ao completar um mês na Argentina. A verdade é que estou adorando este lugar. Buenos Aires já é uma das minhas cidades preferidas. Meu próximo post será sobre isso. Infelizmente depois do que eu passei com relação a bancos e dinheiro nos últimos dias, achei que era importante dizer essas coisas. É realmente patético o fato de que, em um mês na Argentina, quem mais me ferrou a vida foi uma empresa do meu próprio país. Maldito seja, Banco do Brasil. Maldito seja.

Monday, April 05, 2010

Buenos Aires x Helsinki - round 3

Meu feriado de páscoa se passou, na maior parte do tempo, dentro de casa. Em parte porque o tempo não colaborou muito, e dias nublados favorecem minha preguiça. Ontem, entretanto, o sol apareceu um pouco e resolvi sair pra caminhar um pouco; já fazia algum tempo que eu queria voltar a Puerto Madero e dar mais uma volta por ali.

Depois de almoçar e enrolar um pouquinho acabei saindo de casa e pegando o metrô até a Praça de Maio (onde terminam/começam as linhas de metrô) e fui caminhando até a Puente de la Mujer, que é um dos cartões postais do lugar. Ela foi desenhada para representar um casal dançando tango.

From Chico en Argentina
Atravessando a ponte há uma pequena região com vários prédios corporativos novos, e uma pequena área residencial. Passando por ali tive uma grata surpresa: o Parque Mujeres Argentinas, mais um exemplo de como Buenos Aires é realmente um pedaço da Europa na América do Sul. Um gramado imenso, com muitas árvores e espaços amplos, com pessoas curtindo o domingo de páscoa. Lembrou um pouco o Parque do Ibirapuera, mas sem aquela fixação por funcionalidade - cada pedaço do parque paulistano parece ter sido projetada com algum objetivo específico. Aqui esse não é o caso: trata-se apenas de um espaço amplo e gramado onde as pessoas podem fazer um lanche, jogar bola ou simplesmente tirar um cochilo.

From Chico en Argentina
Dali fui para a Reserva Ecológica Costanera Sur, uma reserva natural "artificial". Digo artificial porque a ilha onde o parque se encontra foi construída com material retirado de prédios demolidos, bem como do desassoreamento do Río de la Plata, durante o regime militar. O lugar foi declarado uma reserva ecológica em 1986 e é o lar de várias espécies selvagens que normalmente não se encontraria em uma metrópole, como salgueiros e acácias e animais como flamingos, garças, patos e papagaios. Mas eu também vi uns preás por ali...
O fato curioso é que isso se encaixa bem com a impressão que tive quando cheguei aqui de que Buenos Aires e Helsinki são cidades parecidas. Buenos Aires tem a Costanera Sur; Helsinki tem Suomenlinna. Claro, há diferenças: no caso finlandês a ilha é natural, e é utilizada já há muitas décadas não somente para propósitos militares mas é considerada uma cidade separada de Helsinki. Entretanto, ambas foram "remodeladas", por assim dizer, para atender a propósitos turísticos e de lazer. Em ambas as pessoas vão passear com cestas de pique-nique, passear de bicicleta, caminhar... enfim, um típico programa de fim de semana, com alguns visuais muito legais (como o da foto acima) e uns pontos realmente muito agradáveis para simplesmente sentar e ficar sossegado, relaxando ou lendo um livro. Suomenlinna, é claro, tem mais atrações e é mais bem cuidada, mas por outro lado estamos falando da Europa, onde as coisas são em geral mais bem cuidadas mesmo - e mais antigas. Isso não torna a Costanera Sur um lugar menos interessante, diga-se de passagem. O lugar é muito bem cuidado, e tem vários pontos excelentes se o que você procura é um lugar sossegado, tranquilo e silencioso, com o som das ondas ao fundo. Mas não é parada obrigatória para quem vem a Buenos Aires.

Suomenlinna, por outro lado, é um must see para quem passa por Helsinki, assim como a feira do porto antigo e a região central da cidade.

Fecho este post com uma foto que tirei com o celular, e que mostra porque os Argentinos têm um excelente senso de humor: o adesivo da janela do metrô com o número de SMS para emergências.

From Chico en Argentina
Kunnes seuraava!

Monday, March 15, 2010

Mais passeio

Hoje saí à tarde de novo pra dar mais uma volta pela cidade, mas dessa vez fiquei mais por perto de casa. Queria dar uma volta pelas ruas próximas pra me localizar, ver como é o trânsito durante a semana, me acostumar com os nomes das ruas, essas coisas. Aproveitei pra ver onde ficam bancos, mercados, lavanderias, essas coisas. Com a minha sorte, é claro q não consegui o que queria no Itaú, vou ter que encher o saco deles pra ver o que há de errado.

From Chico en Argentina


Aproveitei também e fui caminhando até a Praça das Nações Unidas, onde fica um dos monumentos que são símbolo de Buenos Aires, a Floralis Generica, uma gigantesca flor de metal que se abre de manhã e se fecha à noite. Aproveitei pra descansar um pouco debaixo da sombra de uma árvore enquanto observava o movimento (muita gente vai pros parques e se espalha nos gramados, é bem legal).

From Chico en Argentina
Depois disso continuei andando, e aproveitei a proximidade pra visitar o famoso Cementerio de la Recoleta, que é provavelmente o primeiro lugar que os turistas vêem quando chegam aqui. É um lugar realmente impressionante, os mausoléus ali são imensos (várias fotos no meu Picasa) e muito decorados. Mas o mais visitado deles é um pouco mais humilde, e fica um pouco escondido em uma rua mais lateral do cemitério, embora dê pra perceber logo de cara porque sempre tem gente na frente, é o de Evita. É impressionante o poder que esse lugar tem, os argentinos realmente veneram essa mulher.

E agora, chega de passeio por enquanto. Por enquanto, a impressão de que BA e HKI são parecidas continua.

Buenos Aires

Cheguei a Buenos Aires no sábado. Foi tudo tranquilo, o vôo foi bastante sossegado, e cheguei sem problemas até o apartamento onde vou morar pelos próximos três meses. É bastante confortável, espaçoso e as pessoas são amigáveis.

Amanhã é que a coisa realmente começa, pois vou começar a trabalhar (espero) e a rotina vai realmente começar a se encaixar. Até agora tudo não tem passado de um fim de semana de passeio. Pelo menos a rotina do trabalho pode me ajudar a superar o estresse de estar em um lugar completamente diferente, sem pessoas conhecidas por perto.

O que posso dizer depois de pouco mais de 36 horas em Buenos Aires é que, realmente, estou na Europa Sul-Americana. É uma expressão meio estranha, mas bastaram algumas horas de caminhada pelas ruas daqui para eu me lembrar de Helsinki. Talvez seja apenas coincidência, mas a arquitetura daqui é inconfundivelmente européia, e Buenos Aires (assim como Helsinki) é uma cidade litorânea com uma zona portária recheada de parques. Certamente não toda ela, e salvas as devidas proporções. Além disso conheci bem pouco da costa propriamente dita (meu passeio por Puerto Madero foi bem rápido), mas pretendo mudar isso assim que possível.

Claro que tudo isso é apenas minha primeira impressão; conforme o tempo passar vou saber melhor as diferenças e semelhanças entre as duas, e no fim das contas pode ser que eu não ache as duas cidades nem remotamente parecidas. Essa sensação que tenho pode ser simplesmente devida ao fato de eu estar em outro país. Veremos.

Tuesday, February 16, 2010

Life Trek - Boldly Going Where I've Not Gone Before

Passarei os meses de outono em terras portenhas!

Durante os meses de março a junho estarei residindo em Buenos Aires, e com alguma sorte vou colocar aqui algumas notas sobre essa experiência. Quem sabe assim, pelo menos, dou uma justificativa mais honesta à existência deste blog. Não que eu espere receber muitas visitas, mesmo porque blogs sobre a Argentina e Buenos Aires não faltam (é só jogar no Google e você vai encontrar alguns ótimos, como Buenos Aires, queridos, Buenos Aires Dicas e o excelente Cartas Argentinas).

Por enquanto, é isso. Fiquei enrolando pra ver se saía alguma coisa que prestasse para escrever aqui, mas na falta de idéias é melhor não enrolar, senão acabo falando bobagem.

Sunday, November 22, 2009

Fim de ano, #1

Sentado no sofá da sereia
com um livro ou um conto, e um café no ponto
espero cair, melancólica, a areia

Saturday, October 17, 2009

Google Wave, primeiras impressões

Comecei a usar o Google Wave há alguns dias.

Por enquanto, ainda há aquela sensação de entusiasmo com a novidade, a curiosidade de explorar cada aspecto do sistema novo. Mas algumas coisas já ficaram bem claras. A primeira delas é que o Google Wave deixa muito a desejar no quesito desempenho. Um computador um pouco mais antigo terá dificuldades em lidar com o sistema, que tem um tempo de resposta bem ruim, principalmente levando em conta as suas pretensões.

O sistema de "threads" é bem interessante. Não sei se ele será toda essa revolução que o Google tem alardeado por aí, mas ele certamente vai fazer a diferença. Mas a grande fonte da flexibilidade desse sistema, os gadgets e bots, ainda requerem muito trabalho. Os gadgets nativos do Google até agora funcionaram a contento, embora não tenham demonstrado muita desenvoltura. Os bots, ou gadgets feitos por terceiros, são outra história. Em geral eles mal funcionam, e alguns deles eu não consegui fazer funcionar de jeito nenhum. Boa parte do sucesso do Wave depende deles começarem a funcionar - e a funcionar bem. Não apenas do ponto de vista operacional, mas também em tratando-se simplesmente de adapatar a plataforma do Wave a um "modus operandus" adequado, de maneira a abrir possibilidades para que sistemas diversos possam ser integrados a um mesmo wave.

Ao mesmo tempo, uma das coisas que ficou imediatamente claras é que há certas coisas que foram equivocadamente associadas ao Wave. Por exemplo, não acho que seja possível - nem que faça sentido - integrar Google Reader e Google Wave. Pelo menos, não de maneira direta. Seria interessante um gadget que pudesse pegar um ou dois itens isolados do Reader para servirem como recurso dentro de um wave, mas algo além disso simplesmente não faria sentido.

Mais importante, a integração do Twitter ao Wave é precária, na melhor das hipóteses. Do jeito como está agora isso não poderia ser feito de uma maneira que não fosse impraticável. Isso, claro, supondo que Tweety the Bot funcionasse direito.

Mas, como diz o título ali em cima, estas são apenas primeiras impressões, e faz apenas uns dois dias que estou "na onda". Além disso, por enquanto trata-se apenas de um preview, e por isso tenho certeza de que muita coisa ainda deve mudar conforme o sistema for evoluindo, supondo que os desenvolvedores dêem ouvidos a quem já está "surfando".

Thursday, September 03, 2009

99 anos de Corinthians

Ser corinthiano é aquela coisa inexplicável, aquele estado de espírito agitado e turbulento, a paixão desmedida. Cada corinthiano tem uma história de amor pelo clube, uma dessas razões inexplicáveis para torcer com tanta força por um time que não precisa ser campeão mais vezes que os rivais, nem sequer precisa de estádio para ter a maior torcida em seu próprio estado de todos os clubes brasileiros.

Ser corinthiano é ter a vida marcada igualmente pela glória e pela dor, pela alegria e pelo sofrimento. "Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus."

E só quem é entende. Não dá pra explicar, ou se é, ou não. A torcida desse time tem seus mistérios, aqueles fatos inexplicáveis, aqueles atos extremos e desmedidos, provocado por um time de futebol. Às vezes nem mesmo o corinthiano compreende de onde vem esse sentimento, mas ele não pode fazer nada senão torcer, espremer os olhos quando o adversário ataca, trocar de canal achando que isso vá mudar a sorte do time, gritar insanamente mesmo sabendo que o alvo de seu grito não pode ouvi-lo. E acaba fazendo parte de um povo que não tem distinção alguma, e cujo entusiasmo incomoda tanto que mesmo quem não gosta de futebol torce contra.

Que outro time de fora do Rio de Janeiro jogou em casa em pleno Maracanã, como fizemos em 76?

Que outro time viu sua torcida aumentar, apesar do jejum de 23 anos sem títulos e do tabu contra o Santos de Pelé?

Daqui a 362 dias serão 100 anos de paixão. Juca Kfouri já colocou em palavras melhor que eu seria capaz: "para o corinthiano ser campeão é mero detalhe.

Razão pela qual o centenário corinthiano deve ser comemorado por si mesmo.

Se junto vierem novas conquistas, muito bem, nada contra.

Mas a maior conquista é estar vivo, há 99 anos, no coração do povo corinthiano.

Com a certeza da eternidade."